sábado, 18 de setembro de 2010

OST Chicones



http://www.mediafire.com/?k6v1m55w632tru3

Depois de umas quatro versões e um bando de dúvida, taí minha OST. Acho que ficou boa, um bom resumo do que vivi e o que algumas músicas significam pra mim até agora... Segue as explicações, gas style:

1. Almir Rogério - Fuscão Preto (3:03)
Quando eu era moleque eu me amarrava nessa música. Acho que foi a primeira que eu curti, naquele LP pequeno que só tinha essa e a lado B dela. Já morava no Rio, no mesmo prédio que moro até hoje, mas no oitavo andar. Eu botava esse disco e ouvia várias vezes. Ela quase não entrou, mas aí quando lembrei dela tive que upar a coletanea de novo.

2. louis armstrong vs radiohead - what a wonderful surprise (3:15)
Também me amarrava em What a Wonderful World, com o Louis Armstrong. Nunca tive o LP dela, mas prestava muita atenção quando ouvia no rádio. Curto demais tb No Surprises do Radiohead, parava sempre pra ver o clipe na MTV. Acho que é um dos melhores clipes que tem por aí e a música é demais. Aí aproveitei e botei os dois misturados, pq ficou bacana...

3. Righteous Brothers - Unchained Melody (3:38)
Minha mãe ama essa música. Quando passou Ghost na TV ela vivia cantando pela casa e hoje em dia canta tb quando toca no rádio. É uma puta música mesmo e ninguém hoje em dia mais tem capacidade de fazer algo nesse nível. Me lembro sempre da minha mãe quando ouço. "Ooooh myyy looove, my darling... I'm hunger for your love..."

4. Cartola - Alvorada (2:42)
Meu pai acordava cedo quando moleque na roça pra ir debaixo da cachoeira e por isso ganhou o apelido de Alvorada. Acho essa uma baita história foda. Eu também acordava cedo pacas quando criança e ligava a televisão pra ouvir música (no SBT, naquela tela de cores listradas tocava várias músicas). Como ele curte um samba, associo essa música com ele.

5. Jane's Addiction - Been Caught Stealing (3:32)
Era a época da MTV, daqueles clipes fodas tipo Give It Away, ainda quando passava no UHF, nem VHS era. Depois foi pro canal 13 acho. Era a época da MTV foda, com Beavis and Butt Head e aqueles vídeos nonsense entre os programas. Aquele homem vestido de mulher dançando entre corredores de supermercado era demais.

6. Beth Carvalho - Andança (3:54)
Meus primos sempre tocavam essa música nos almoços de sábado no Tio Marcílio ali no Humaitá. Tocavam outras também, mas essa é a única que me lembro direito. Quando não rolava almoço a gente ia pra praia, na Barra, pq não curtia a Zona Sul. Na praia da Barra a calçada dava direto na areia e tinha a placa "Bem Vindo Você está na Barra", e na Zona Sul, tinha que descer umas escadas da calçada até a areia...

7. Joe Cocker - With a Little Help from My Friends (5:01)
Porque i get by with a little help from my friends

8. Raimundos - Selim Acústico (4:11)
Meu primo que me mostrou essa música em fita k7. Ela é um dos inícios de toda alopração e diversão musical dos anos 90...

9. Guns N' Roses - Sweet Child O' Mine (5:55)
No América, aqui perto de casa, antes de começar a natação, sempre tocava essa música na Rádio Cidade. Eu ficava sentado esperando a aula começar e ouvindo ela. É tipo Raimundos na alopração e diversão... + riffs

10. Alanis Morissette - Ironic (3:49)
Alanis me lembra da primeira garota que se interessou por mim. Ela curtia Alanis. Acabou que não deu muito certo mas até hoje somos amigos. Essa é a melhor música dela... suave, e vai pro esporro.

11. Caetano - Alegria, alegria (2:50)
Época do colégio, na oitava séria era fissurado numa Best Of do Caetano. Eu vou, por que não, por que não... Fiz uns amigos que trago até hoje.

12. acústicos e valvulados - Até a hora de parar (3:23)
Pelo primeiro ano do segundo grau. MTV ainda passando clipes + napster e outros programas pra baixar música. É uma música bem escrota insolente. Começo da época Loud tb...

13. Los Hermanos - Anna Júlia (3:28)
É sobre outra garota. Podia ser "Apenas mais uma de amor", do Lulu Santos tb. Eu sofria demais por amor hehe Ela tinha namorado e eu desisti. O namorado era escroto e ela acabou se divorciando dele um ano depois que se casaram. É uma baita música.

14. Nando Reis - Por Onde Andei (4:11)
Outra garota. Foi um namoro a distancia que nao deu certo. Essa música diz coisa pra caralho. É toda aquela excitação de um casal que se gosta e se encontra.

15. Radiohead - The National Anthem (5:47)
Loud e Bunker, os únicos lugares que eu conseguia pegar mulher. Nem sempre, claro. Essa é uma das minhas favoritas dele.

16. AC/DC - Money Talks (4:19)
Foi a música que ganhei o campeonato de Air Guitar, na Loud (a segunda foto em anexo é nela, tem o João Pequeno apontando e dois amigos meus). Na primeira vez tirei quarto lugar mas eu tava muito ruim pra ir pegar o premio. Deixei de sair com uma garota mto gatinha pra tentar o campeonato e ela acabou arranjando um namorado logo depois. Na terceira vez, me chamaram pra ser jurado mas quis competir. Uma menina que conhecia os jurados me disse que eu só não ganhei pq queriam dar o campeonato pra outra pessoa, dizem.

17. The Animals - House of the Rising Sun (4:31)
Ainda bem que o Fred não usou ela. Fui pros EUA trabalhar e conheci uma galera mto doida. Um deles queria dar um nome pra nossa casa, pq ela tinha que ter um nome e sugeriu House of the Rising Sun por causa da música. Eu tava lendo um gibi chamando Invisiveis, que tem uma entidade chamada Barbelith, que parecia um Sol Nascendo. Aí concordei na hora.

18. The Verve - Bittersweet Symphony (5:56)
Numa outra casa que morei lá fora fiz um amigo foda. Trabalho trabalho e um pouco de diversão bem boa.

19. Tim Maia - Sossego (3:41)
Quando voltei da gringa eu não queria nada com nada. E Tim Maia é demais....

20. Raul Seixas - SOS (3:09)
O Raul é o meu moço do disco voador. Ele dizia que fez essa música depois que viu um disco voador, mas era mentira. A Kika Seixas contou a história verdadeira dela dia desses. O Paulo Coelho escreveu um artigo numa revista sobre discos voadores e o Raul achou do caralho. Aí convidou ele pra jantar na casa dele, pra conversarem. O Raul ficou calado o jantar inteiro e a Kika desenrolando com ele. Na hora que o jantar acabou, o Paulo Coelho indo embora sem entender nada, aí o Raul pede pra ele esperar, pega o violão e toca essa música pra ele. Aí começou a parceria que formou Gitã e várias outras musicaças dele.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mais links

Ando lendo muitos blogs de jornais, como o Freakonomics, daquele livro (com um post bem bacana que considera como seria se as pessoas pagassem pelo uso da praia), o Economix, da economia do dia-a-dia (com um post bacana sobre quanto custa morrer em NY), o Metro, sobre a cidade de Nova Iorque (curti esse texto sobre um prefeito das antigas), todos do New York Times. Tem os da Wired, os do Washington City Paper (o City Desk, sobre D.C., e o Housing Complex, sobre o lado imobiliário da cidade), e os da The Economist (como o Democracy in America). Do Guardian leio o Datablog, sobre estatísticas

Das publicações brasileiras, eu curto o Rio Antigo e o de Quadrinhos, do Jornal do Brasil. Da Revista Época, curto O Filtro, com as 10 notícias mais importantes das edições dos jornais do dia, o Faz Caber, com infográficos.

Tem o Twitter Media, que se propõe a ajudar os jornalistas usar o twitter no jornalismo, assim como esse The Journalist Guide to Twitter, do Mashable (que ainda fez o The Journalist Guide to Facebook).

As vezes confiro também o Filme B, com notícias de cinema, e já tentei emprego no Portos e Navios, revista sobre o setor portuário brasileiro. O Jornal do Turismo eu achei certo dia no Catete, quando tentei ir num centro budista, sem sucesso. Ninguem atendeu o interfone e acabei caindo num sebo ao lado. Pra quem já trabalhou com economia o Portal Exame é essencial, assim como o Jornal do Commercio, o site do Valor Econômico, o IG Economia e a parte de economia do Estadão.

Outros sites que vejo é a Agência Rio, dum conhecido do meu pai, o MTV na Rua, do jornal gratuito bacaninha da emissora paulista, a da Revista Offline, que fiquei surpreso por ter um site, o do Sidney Rezende, (com um pequeno vídeo bacaninha sobre presidiários vendo o jogo do Brasil na Copa do Mundo). Depois coloco mais...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Let me tell you something you already know

Rocky Balboa: Let me tell you something you already know. The world ain't all sunshine and rainbows. It is a very mean and nasty place and it will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me, or nobody is gonna hit as hard as life. But it ain't how hard you hit; it's about how hard you can get hit, and keep moving forward. How much you can take, and keep moving forward. That's how winning is done. Now, if you know what you're worth, then go out and get what you're worth. But you gotta be willing to take the hit, and not pointing fingers saying you ain't where you are because of him, or her, or anybody. Cowards do that and that ain't you. You're better than that!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

As namoradas de Raul Seixas



O IG, com base nos diários de um Raul adolescente e cheio de sonhos, produziu um vídeo para contar as histórias de suas primeiras namoradas, escritas pelo próprio Raul Seixas e narradas por Sylvio Passos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Alguns links

To esvaziando aqui meu os meus favoritos, pra ficar algo mais administrável. Aproveito e divulgo eles caso alguém leia esse blog (acho que ninguém lê). O primeiro é o Managing the day job, para quem quer trabalhar e levar uma "vida nas artes" paralela. Depois é o 99 percent, cuja proposta é ajudar a desempacar aquele seu projeto (mas não usei nenhuma das propostas do site, to recomendando porque a Lia indicou). Depois vem o BookletCreator, que faz um livro a partir de um arquivo em PDF, bastando então só imprimir e encadernar. Você então pode passar a vendê-lo pelo CreateSpace da Amazon.com. Já vi alguns gibis pra vender ali e parece ser uma ferramenta bem bacana.

Para os religiosos, curiosos e espiritualizados tem esse site com um arquivo de áudio que não consegui baixar, que orienta na meditação. Tem um texto budista que conta sobre os quatro pensamentos que transformam a mente (o nascimento humano precioso, a impermanência, o karma, o oceano de sofrimento). Tem o DIYDharma com vários tutoriais sobre como meditar, entrevistas e textos sobre religião. Tem também a série The Elegant Universe que fala da Teoria das Supercordas e esse vídeo sobre motivação pura.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A formação musical de Cartola (segunda parte)

*continuação daquele outro post

Ao se recuperar, ele voltou a exercer a profissão de pedreiro, que começara a praticar quando tinha 15 anos. Nas horas de folga trabalhava como compositor e violonista nos bares locais, ao lado do amigo Carlos Cachaça e Gradim. Pelo livro, as horas vagas eram muitas, pois Cartola largava tudo “para ir ficar na esquina, tomando umas e outras, tocando um violão ou fazendo um samba”. Nessa época, ele e os amigos se juntaram no Bloco dos Arengueiros para sair por aí e arranjar confusão, brigar mesmo, para competir com os blocos de outros morros.

Depois de certo tempo, cansado de toda aquela bagunça, Cartola fez o samba “Chega de Demanda” para juntar todos os blocos da Mangueira e dar um tempo nas confusões. Ele viu que era melhor fazer música que briga e se reuniu com os amigos, no dia 28 de abril de 1928, e fundou a Estação Primeira de Mangueira. O nome Estação Primeira foi porque a Mangueira era o primeiro morro depois da Central do Brasil que tinha samba. As escolas de samba foram fundamentais para a divulgação desse ritmo (cuja origem ainda é incerta, pois uns dizem que é carioca e outros, baiano) em todo o Brasil.

Nessa época o samba era cantado no fundo da casas, porque era tido como coisa de marginal, de malandro, e mesmo assim a polícia aparecia sempre aparecia para estragar a festa. Pouco tempo depois foi organizado concurso de samba com a Portela e a Estácio, que também tinham as suas agremiações de música. O samba logo ganhou a cidade e os músicos passaram a descer o morro para mostrar suas composições.

Cartola, orgulhoso, não descia. Se estavam interessados em suas músicas, que subissem o morro, dizia. Mário Reis então subiu e comprou Infeliz Sorte, que foi gravada não por ele, mas Francisco Alves, um dos maiores cantores populares brasileiros (famoso com Aquarela do Brasil). Depois disso, ele passou a vender mais músicas (Não faz amor, Tenho um novo amor, Divina Dama, Diz que foi o mal que fiz – todos em parceria com Francisco Alves), com a condição que fosse creditado como o compositor delas.
"Comecei a ficar conhecido lá embaixo, comecei a fazer negócio. Comigo e o Chico (Alves) sempre deu tudo certo. A confusão foi com Na Floresta, mas foi lá entre o Chico e o Sílvio Caldas. O Bucy Moreira tinha um samba que o Chico gostava da letra, mas não gostava da música. E a música do meu samba Na floresta encaixava direitinho na letra do Bucy, que se chamava Foi em sonho. Em cima dessa letra o Chico botou a música do meu Na Floresta. Aí minha letra ficou jogada fora. O Sílvio Caldas conhecia a letra e, um dia, resolveu botar uma música. E gravou. O Chico saltou, quis interditar o disco, coisa e tal. Mas o Sílvio convenceu o Chico de que ele só tinha comprado a melodia: 'Você deixou a letra de lado e o Cartola precisa ganhar dinheiro1'. Aí o Chico resolveu deixar pra lá".

O músico logo se tornou aproximou de Noel Rosa por causa de uma treta com José Gonçalves (ou Zé Com Fome) sobre a música Não Quero Mais. Em 1932, ele passou a dar uma canja no grupo Com que Roupa, criado por alguns sambistas em homenagem ao poeta da Vila. Ele tocava cavaquinho,  fazia o acompanhamento das músicas e era tido como um bom solista. Nessa época começaram a surgir várias escolas de samba, tanto em que em 1934 foi fundada a União Geral das Escolas de Samba (UGES). Para sobreviver, Cartola trabalhava com qualquer função que aparecia. Era pedreiro, peixeiro, sorveteiro e teve diversas outras profissões. Encarava qualquer expediente para ganhar dinheiro.

O ano de 1933 foi aquele que teve a gravação do primeiro sucesso de Cartola: Divina Dama, por Francisco Alves, na etiqueta Odeon. No mesmo ano Angenor formou com o compositor Wilson Batista e Oliveira da Cuíca (o primeiro cuiqueiro da era do rádio) um trio vocal-instrumental que chegou a excursionar a Barra do Piraí mas se desfez logos depois.

Angenor estava sempre estudando o violão, aprimorando a sua técnica. Seu parceiro, Carlos Cachaça, era um grande letrista e orador oficial da escola. Os dois juntos se complementavam, mas Cartola viu que precisava melhorar as suas letras e passou a estudar poesia. Leu Castro Alves, Gonçalves Dias, Olavo Bilac, Guerra Junqueiro (seu preferido, segundo a autora) e algumas coisas de Camões até se dar por satisfeito. Carlos Cachaça contava que Cartola era chato para parcerias musicais. Fora ele, Angenor só foi ter outros parceiros no fim da vida. “A gente compunha assim: a letra vinha com uma música. Um fazia e o outro aperfeiçoava. Era recíproco”, disse certa vez.

Em 1935, o samba passou a fazer oficialmente parte do Carnaval carioca, por decreto do então prefeito Pedro Ernesto Batista. De certa forma, esse foi o primeiro reconhecimento oficial do trabalho feito por Cartola e de outros sambistas. Sua vida no entanto não mudou. O músico continuou compondo e vivendo na penúria. Ele, que era mestre de harmonia da Mangueira e compunha para a escola de samba, chegou a penhorar as medalhas que ganhou em um concurso de samba para se manter.

* continua em um terceiro post