sexta-feira, 27 de novembro de 2009

a máscara do zorro

hoje fui num show da banda sinfonica do exército no carlos gomes, tocaram braguinha, tom jobim, tchaicovsky e finalizaram com a mascara do zorro do james horner. foi demais ver aquele velhinho com a calça lá em cima, com o cinto acima do umbigo, regendo os militares. um tava quase dormindo, outro com a postura ereta pra caralho. a platéia vazia mas atenta e as luzes todas sobre eles, como deve ser. a moça da harpa só tocava de vez em quando, mas ficava atenta, e as vezes nem dava pra ouvir a participação dela. outra moça era uma morena muito bonita.

as vezes eu fechava os olhos só para ouvir melhor os movimentos, perceber a cadencia da música. o maestro falava com a voz para dentro: "agora, é a musica tal". e se virava para a banda. nao estava vestido como tal, e a unica coisa que o identificaria como maestro fisicamente era o parco cabelo que balançava nos movimentos, pq aquele cara podia ser o tio de qualquer um daqui.

e com voces, a mascara do zorro:

sábado, 24 de outubro de 2009

Caprichos e Relaxos

Queria te dizer que conhecia a Argentina
e que tinha um amigo
corredor de fórmula um
e dizer que era personagem
de uma peça de Mário Prata
e que havia jogado no Linense
com o estádio lotado
Queria te contar lorotas
até que me achasse o maior
e me levasse pela mão
e me dissesse com gosto
que queria ouvir os meus casos
e aprender os meus truques.
Queria te encher de beijos
como em medalhinha de padroeira
e te fazer carinho
com em gato de armazém
e ler tua mão e decifrar tua letra
e te ensinar os segredos das pirâmides
e todas as declinações latinas
e, de quebra,
te falar um poema de amor.

Mas teus cabelos eram tão loiros
e teus olhos tão sofridos
que eu fiquei na minha
e só te disse oi.

Voz de Trombeta

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pranayama

O venerável Swami Vivekananda narra uma parábola ilustrando a importância do pranayama. Conta-se que o ministro de um grande rei caiu em desgraça. Como conseqüência, o rei mandou encerra-lo na cúspide de muita elevada torre. Assim se fez, e o ministro foi relegado a ali consumir-se, Ele contava, porém, com uma fiel esposa, que à noite foi à torre e, chamando o marido, perguntou-lhe que poderia fazer para facilitar a fuga. Respondeu-lhe que na noite seguinte voltasse trazendo uma corda grossa, um forte barbante, um carretel de fio de cânhamo e um outro de fio de seda, um besouro e um pouco de mel.

Muito admirada, a boa esposa obedeceu e lhe trouxe os objetos pedidos. Então o marido lhe disse que atasse a extremidade do fio de seda ao corpo do besouro, que lhe untasse os chifres com uma gota de mel e que o colocasse sobre a parede da torre, deixando-o em liberdade e com a cabeça voltada para o alto. Assim ela fez e o besouro principiou sua viagem. Sentindo o cheiro de mel diante de si, trepou lentamente, com a esperança de alcançá-lo, até que chegou ao cume da torre. Apoderando-se então do besouro, encontrou-se o ministro na posse de um dos extremos do fio de seda. Nessa situação, disse à esposa que unisse no outro extremo o fio de cânhamo e, depois que este foi puxado, repetiu o processo com o barbante e finalmente com a corda. O restante foi fácil: o ministro conseguiu sair da torre por meio da corda, evadindo-se.

Em nossos corpos, continua o yogui Vivekananda, o alento vital é o fio de seda e, aprendendo a dominá-lo, apoderamo-nos do fio de cânhamo das correntes nervosas, destas fazemos outro tanto com o forte barbante de nossos pensamentos e, finalmente, apoderamanos da corda do prana, com a qual logramos a libertação.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

calouros da Escola de Belas Artes, da UFRJ

[caption id="" align="alignnone" width="266" caption="Tauan Faria Borges dos Santos, aluno do curso de Comunicação Visual Design, da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ), durante o trote do segundo semestre de 2009."]Tauan Faria Borges dos Santos, aluno do curso de Comunicação Visual Design, da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ), durante o trote do segundo semestre de 2009.[/caption]

[caption id="" align="alignnone" width="266" caption="Alunos da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ), durante o trote do segundo semestre de 2009. Em sentido horário: Vitor Faffe da Costa (ao centro); Daniel Martins Bolite e Pedro de Souza Barbosa do curso de Desenho Industrial/Projeto de Produto e Lucas Fernandes Thiers, do curso de Comunicação Visual Design."]Alunos da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ), durante o trote do segundo semestre de 2009. Em sentido horário: Vitor Faffe da Costa (ao centro); Daniel Martins Bolite e Pedro de Souza Barbosa do curso de Desenho Industrial/Projeto de Produto e Lucas Fernandes Thiers, do curso de Comunicação Visual Design.[/caption]

[caption id="" align="alignnone" width="266" caption="Daniela Ejzykowwicz, aluna do curso de Desenho Industrial/Projeto de Produto, da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ), durante o trote do segundo semestre de 2009."]Daniela Ejzykowwicz, aluna do curso de Desenho Industrial/Projeto de Produto, da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ), durante o trote do segundo semestre de 2009.[/caption]

[caption id="" align="alignnone" width="400" caption="Anna Carolina Marinatto de Mello, aluna do curso de Comunicação Visual Design, da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ), durante o trote do segundo semestre de 2009."]Anna Carolina Marinatto de Mello, aluna do curso de Comunicação Visual Design, da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ), durante o trote do segundo semestre de 2009.[/caption]

* mais fotos aqui.