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domingo, 13 de outubro de 2013

#ficadica

all-star-superman-lessons-beatitudes

Alguns mandamentos do Allstar Superman:
- Nada é impossível;
- O quão pior você age, pior você fica;
- Os fortes devem proteger os fracos;
- Valentões não gostam de ser confrontados;
- Um homem não é medido pelo que ele fala, mas pelo que ele faz;
- Nunca é tão ruim quanto parece;
- Você é mais forte do que você acha que é;
- A pena é mais forte que a espada, todas as vezes;
- É apenas nós, aqui juntos, e isso é tudo o que nós temos;
- Sempre há uma maneira;

Peguei aqui.

domingo, 25 de agosto de 2013

Sobre as manifestações das ruas (ou 'A Culpa é do Carro')

Panorama traçado pelo Le Monde Diplomatique (fontes dos dados no link da matéria) sobre as manifestações de rua aponta alguns dados bacanas:
Mas é com a condição dos transportes que as cidades acabam cobrando a maior dose de sacrifícios por parte de seus moradores. E embora a piora de mobilidade seja geral – isto é, atinge a todos –, é das camadas de rendas mais baixas que ela vai cobrar o maior preço.

O tempo médio das viagens em São Paulo era de 2 horas e 42 minutos em 2007. Para um terço da população, esse tempo é de mais de três horas.

A desoneração dos automóveis somada à ruína do transporte coletivo fizeram dobrar o número de carros nas cidades. Em 2001, havia em doze metrópoles brasileiras 11,5 milhões de automóveis e 4,5 milhões de motos; em 2011, 20,5 milhões e 18,3 milhões, respectivamente. Os congestionamentos em São Paulo, onde circulam diariamente 5,2 milhões de automóveis, chegam a atingir 295 quilômetros das vias.

O governo brasileiro deixou de recolher impostos no valor de R$ 26 bilhões desde o final de 2008 (nesse mesmo período, foram criados 27.753 empregos), e US$ 14 bilhões (quase o mesmo montante dos subsídios) foram enviados ao exterior. Há mais subsídios para a circulação de automóveis (incluindo combustível e outros itens) do que para o transporte coletivo.

A prioridade ao transporte individual é complementada pelas obras de infraestrutura dedicadas à circulação de automóveis. Verdadeiros assaltos aos cofres públicos, os investimentos em viadutos, pontes e túneis, além de ampliação de avenidas, não guardam qualquer ligação com a racionalidade da mobilidade urbana, mas sim com a expansão do mercado imobiliário, além, obviamente, do financiamento de campanhas.


Mas não se pode resumir tudo a isso. Tem outras coisas também.

sábado, 17 de agosto de 2013

Post do Facebook sobre as manifestações

* Um post meu no facebook sobre as manifestações;

Defendendo um pouco a categoria... mas vejo geral batendo na midia nessas manifestacoes, tanto neguinho de esquerda ou de direita. Tanto um lado quanto o outro falam que os jornais, a televisao, os radios tao do lado errado. Beira um pouco a anarquia, como se rede social fosse a unica solucao e nego que tah nas ruas os unicos mocinhos. Como se a midia nao divulgasse os problemas em hospitais, educacao, seguranca, etc.

O negocio eh que as midias socias permitiram outro tipo de manifestacao, mais espontanea. Antes nego "que se envolvia com os assuntos da sociedade" seguia quase necessariamente pelo caminho dos partidos politicos, midia, advocacia, cultura, religiao, etc, pq nao tinha ferramenta pra fazer de outro jeito. Tudo isso (partido politico, midia, etc) vai continuar existindo por aih. O negocio agora vai ser tentar conciliar esses caminhos "antigos e ja pavimentados" com esses novos que ja tao surgindo. Ou criar novos caminhos.

Nao concordo com ataques generalizados a midia (apesar de muitas vezes ela merecer). Mas como dizem por aih, foram os meios de comunicacao (radio, cinema, televisao) que uniram o País, criaram uma unidade nacional. É por isso que, por exemplo, os cariocas e baianos sao um pouco irmaos e tem uma rivalidade menos hostil que brasileiros com argentinos.

Ou vai que a internet veio pra criar um mundo sem países, como cantava o John Lennon, e o planeta será como um. Sei lá se to chovendo no molhado. Sei lá eu. Sei lá mesmo. ?#?meusdoiscentavos?

Isso foi escrito em junho. Agora o alvo passou a ser a Mídia Ninja (e o Fora do Eixo). O alvo na verdade parece ser todo mundo o tempo todo. Parece caça às bruxas e isso não é legal. O que eu não gosto é essa sensação de CORTEM AS CABEÇAS!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

sobre jornalismo...

Hoje acabei de ler um daqueles Cadernos de Comunicação, que prefeitura editava na gestão do Cesar Maia. O que li foi sobre o jornal Diário de Notícias, jornal conservador do Rio de Janeiro que acabou na época da ditadura militar por problemas financeiros (e se quiser ler, tem o pdf aqui). É bacana ler o depoimento de jornalistas no começo da carreira, ver os perrengues que passaram e como eles se viraram na carreira pra eu poder contextualizar melhor onde tô hoje na profissão e como funciona o dia-a-dia de uma redação.

Tá certo que os caras viveram outros tempos, passavam 20 anos na mesma empresa, com o mesmo chefe, fazendo a mesma coisa e que o jornalismo da época era diferente daquele feito hoje, mas consigo traçar paralelos e entender como tá o Jornal do Commercio hoje.

Primeiro, o Diário de Notícias era um jornal "criado para os militares" segundo Tobias Pinheiro, que já foi editor-chefe da publicação, por Orlando Dantas. O público dele era a classe média da época: servidores públicos, civis, militares e juízes. Ele se opôs a quase todos os governos desde sua criação em 1930. Chegou a funcionar onde hoje é a Folha Dirigida, que era inicialmente o suplemento de educação do Diário.

(Vendo essa posição contrária ao governo entendo melhor O Globo dos dias de hoje, que quer apontar tudo aquilo que ele julga de errado no governo Lula. Andava com certa birra por causa dessa posição editorial "porque jornalismo tem que ser imparcial", mas talvez raras ele, o jornalismo, tenha sido assim de verdade...)

O Jornal do Commercio é uma publicação voltada ao empresariado (seja o grande, médio ou pequeno) que quer munir ele com informações econômicas e políticas do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e do mundo. Hoje ele é enxuto tanto na quantidade de cadernos quanto no número de páginas, por causa dessa crise que tá se abatendo sobre o mercado jornalístico.

Suas editorias são Economia, Economia Internacional, País, São Paulo e Rio de Janeiro no primeiro caderno. No segundo ficam as editorias de Mercado (bolsa de valores), Empresas (quanto as companhias estão investindo e onde) e Tecnologia (com aparelhos tecnológicos), Direto e Justiça (que são os olhos da casa do dono do jornal, que é advogado), Leilão (com compra e vendas de bens), Carreiras (com dicas e informações para executivos), Gerência (com sugestões administrativas para as pequenas e médias empresas), Lojista (para os varejistas) e Seu Negócio (sobre pequenas e médias empresas e franquias). Nas edições de final-de-semana tem também o caderno de Artes & Espetáculos, que já foi mais gordo, mas por cortes, hoje tem menos páginas. Já teve caderno de Educação também, acho que uns 10 anos atrás (aparentemente era normal alguns jornais ter um suplemento só para educação. O Diário de Notícias também tinha).

O jornal é de "centro-direita" mas acho que apóia todos que estejam no governo, seja o FHC ou o Lula, o Serra ou a Dilma. Quando entrei, era o terceiro maior jornal econômico do Brasil, estando atrás apenas do Valor Econômico (claro) e da Gazeta Mercantil (que faliu, infelizmente. meu pai começou lá e foi da "turma dos célebres jornalistas que sairam de lá"). Mais humilde, JC tem que batalhar pra ficar no mercado, porque o desconhecimento sobre ele é grande. No dia-a-dia vejo poucas pessoas com ele, apesar de ser um bom jornal. Conhecida minha que estudou filosofia lia ele, gostava das partes de política (que noticia algumas coisas antes do Globo, por exemplo). Um velhinho que conversei dia desses mandou um "é um jornal com muita economia, não é? não gosto não", mas ele não sabia que tinha política lá. E porra, na moral, é essencial saber sobre economia hoje... nego acha que jornal é só pra noticiar matéria sobre crime e corrupção. Que jornalismo é só o "jornalismo investigativo", que ele tem que ser o "quarto poder". Com economia você vê que o País tá se movendo (ou não) e para onde.

Na real não sei se falo tudo que penso sobre o jornal e a administração dele não... porque vai que interpretam algumas críticas minhas de forma errada e sou demitido? Tá rolando isso com muita gente ultimamente... Então deixo as críticas para mim, melhor.

Foda que quanto mais começo a estudar e divagar sobre jornalismo, mais assunto tenho: crise no jornalismo, ciberjornalismo, jornalismo colaborativo, luis nassif, reinaldo azevedo... é complicado, porque tenho que ter posições também sobre os jornalistas. Mas vou me concentrar no trabalho e no dia-a-dia e tentar não me envolver demais nessas questões.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Divagações sobre os gibis da Marvel e DC de hoje em dia

Os gibis da Marvel e da DC hoje em dia são recortes dos mesmos personagens fazendo as mesmas coisas com as mesmas pessoas. Variam apenas a visão do roteirista, desenhista e do editor sobre ele. É como alguém disse uma vez: só existe duas histórias de amor no mundo (Romeu & Julieta e mais uma outra que não lembro qual é). Todas as outras histórias que vieram depois seriam versões dessa mesma história. Assim nós temos “X-Men por Warren Ellis / Grant Morrison / Josh Whedon” e não mais "Os X-Men". Isso sempre rolou na verdade, mas acho que não tinha tanta força quanto hoje em dia. Lembro quando havia "os Vingadores/Quarteto Fantástico de John Byrne".

Só que na época eu encarava como evolução, cada autor levava a história um pouco adiante e havia mudanças nos personagens. Acho que isso ainda rola, mas ando meio de saco cheio, pra falar a verdade. Parece uma "johnbyrneização" da Marvel e DC. Parece que o esquema se tornou mais profissional, que pegaram uma fórmula que tava dando certo e levaram adiante. Já lançam pensando nos "trade paperbacks" daquela série.

A pergunta que fica é "quantas vezes as mesmas histórias dos mesmos personagens pode ser contada sem que o leitor encha o saco?". Mas isso talvez seja feita só pelo leitor veterano, já que as constantes reformulações podem ser uma forma de atrair novos leitores ou conquistar a leitura de quem acabou de começar a ler gibi.

Eu nem sou contra histórias malucas nas cronografias oficiais dos gibis, tipo Frankencastle (quando o Justiceiro morreu e foi ressucitado como um Frankenstein) porque comecei a ler gibis da Marvel na época da saga Inferno.  Era um gibi do Homem-Aranha. Aí é aquela mistura entre "homem que ganhou poderes por causa de uma picada de uma aranha radioativa" com misticismo. Então pra mim tá valendo tudo em gibi, ou quase tudo.

Eu lia gibis desenhados pelo Rob Liefeld e me amarrava. Tinha uma história dele, com o Wolverine lutando contra o Selvagem que era bem bacana. Eu curtia os desenhos dele (mas também não me ligava tanto em anatomia). Curtia as hachuras e todo mundo puto o tempo todo. Pirava nos desenhos do Jim Lee (até fui numa convenção de quadrinhos no Sesc da Tijuca que ele veio, apertei a mão dele e tudo... fiquei com a mão tremendo depois hehe) e só dia desses fui reparar como ele desenhava perna mal. Nunca fui de reparar em anatomia. Curtia o Cable a a história dele e nunca entendi a raiva que certos leitores de quadrinhos tinham dele. Consideravam ele como o símbolo do que tinha pior nos anos 90, junto com o Venon e com o Carnificina. Eu curtia o Venon também. Tinha gente que achava ele um personagem forçado mas porra, todos os personagens de gibis são forçados.

Aí parei de ler gibi por uma época (lá pela Era do Apocalipse). Fiquei nos RPGs, mas sempre procurava me manter informado sobre o que andava rolando. Lia os sites especializados como o Omelete e o UniversoHQ.

O UniversoHQ sempre foi das antigas. Sobre o Omelete, eu me lembro quando ele tava começando. Eu era de uma lista de discussão por e-mail (Falkenbras, sobre Castelo Falkenstein) quando um dos "criadores" chamou um cara lá pra escrever sobre quadrinhos pra fortalecer o Omelete. Nem sei se ele aceitou. Acho bacana ver o Omelete do jeito que tá hoje, com OmeleteTV e bonitão, cheio de colunistas. Mas talvez tenha ficado bem grande, antes eu lia sobre música lá, como a Poison On The Rocks que fui ler dia desses e nem curti tanto assim...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

toda gente

E como era farol, a conversa recaiu sobre faróis.
Eduardo interpelou-me de chofre sobre a idéia que eu deles fazia.
- A idéia de toda gente, ora essa!
- Quer dizer, uma idéia falsa. "Toda gente" é um monstro com orelhas d'asno e miolos de macaco, incapaz duma idéia sensata sore o que quer que seja. Tens na cabeça, respeito a farol, uma idéia de rua recebida do vulgo e nunca recunhada na matriz das impressões pessoais.

- trecho retirado do livro Urupês, do Monteiro Lobato

domingo, 31 de janeiro de 2010

Bate-papo UOL Com Monja Coen

Íntegra do Bate-papo UOL Com Monja Coen. Primeira mulher a ocupar a presidência da Federação das Seitas Budistas no Brasil, Monja Coen percorreu caminhos inexplorados e realizou profundas transformações em sua vida para atingir seus objetivos. Inspirada na trajetória dessa pioneira, a terapeuta Neusa C. Steiner conta no romance biográfico "Monja Coen – A Mulher nos Jardins de Buda" as histórias dessa mulher de 60 anos, forte, decidida a seguir seu caminho e a não se assustar, superando as posições frágeis e submissas. Assista ao Bate-papo UOL com Convidados e saiba mais sobre a vida e obra da missionária da tradição Soto Shu – Zen Budismo, com sede no Japão. Monja Coen comenta romance biográfico sobre sua vida e conta como descobriu o budismo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

sonho de ontem...

hoje inclusive meu sonho foi influenciado pela poplist. Sonhei com alguém falando que o Arnaldo e o Allan Sieber entraram para o Casseta e Planeta, nisso num ônibus normal indo pro trabalho e tavam eles e mais uma galera no fundão do ônibus, que parou ali na José Higino, que era onde eu parava para ir pro meu trabalho, na ONU. Cheguei lá e tava mó balburdia na entrada pq nego queria comprar alguma coisa na cantina e o cara tava todo enrolado. Eu fiquei gritando pra ele que queria uma bomba de brigadeiro (brigadeirão mesmo, não bomba boma) e o cara nem aí pra mim. Aí entrei na cantina e nego falou pra não fazer isso que ele não iria me ouvir e não conhecia ninguém, e fui falar com ele, que sabia o meu nome e me disse pra não comer aquele brigadeiro, que tava lá desde a época que a cantina tinha sido pintada, cerca de um ano atrás.

Aí fiquei pensando que não era possível o brigadeiro estar ali tanto tempo e tava seriamente tentado a comprar mesmo assim. Aí acordei.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

retomando...

Parei com a Yoga pela enésima vez faz uns dois meses, por falta de grana dessa vez. Grana nada, vontade mesmo de acordar cedo e porque eu não fazia a série de exercícios regularmente em casa como deveria. Fazer a série uma vez só por semana e achar que tá tudo ok, não rola né? Tem que ter assiduidade. Hoje cancelei a natação porque não andava frequentando e não queria pagar pelo que eu não estava usando (mês que vem eu volto a nadar e reabro a matrícula sem pagar taxa). A natação eu não andava frequentando por perda de pique (nas férias, em agosto, tive desejo absurdo de não fazer porra nenhuma) e porque tive uma infecção no ouvido direito, que me forçou a evitar as piscinas.

Mês que vem eu volto para as duas, eu acho... O que me falta, o que sempre faltou foi disciplina para levar algo até o fim. Perco o interesse rápido e logo parto para outra, acho que o que me prende é o resultado a curto prazo e a excitação inicial. Venho tentando frequentar a Yoga há 11 anos (desde os meus 15 anos) sem sucesso. Se antes era porque dependia da vontade financeira dos meus pais, agora é porque o parco salário de estagiário não é o bastante para financiar uma vida saudável, de esbórnia e namoradeira ao mesmo tempo.

Mas isso é uma maneira de encarar as coisas. Talvez quando adolescente o que digo que era interesse genuíno pela Yoga fosse só uma curiosidade adolescente. Nessas minhas indas e vindas durante todos esses anos é que fui descobrindo que ela realmente ajuda em algumas coisas, me soltando e acabando com alguns nós musculares (e mentais) no meu corpo. Talvez eu só esteja estudando como entrar de cabeça nesse troço.

Assim como os blogs, aliás... matei o meu antigo endereço, de novo, e voltei com esse daqui. Vivo em uma eterna retomada de blogs. Mas dessa vez, tenho motivo de ter matado o antigo endereço. Agora vamos ver se consigo levar esse aqui adiante...