Algumas historias sobre o Jorge Ben(jor) que coletei pela internet:
Você tem uma relação muito próxima com as canções de Jorge Benjor, a começar por Mas Que Nada. Como vocês se conheceram, e qual é a relação de vocês hoje?
Conheci o Jorge no Beco das Garrafas. Foi nessa época que ouvi Mas Que Nada, Chove Chuva, entre outras, pela primeira vez. O Jorge tinha uma qualidade especial, uma levada de violão totalmente diferente do que se fazia naquela época. Sou muito grato a ele por ter escrito Mas Que Nada , que foi e continua sendo a canção mais importante da minha carreira. No meu disco Bom Tempo, lançado neste ano, regravei País Tropical. Acho que Mas Que Nada é hoje a canção brasileira mais conhecida no mundo. E Jorge é um querido amigo. Nós nos vemos de vez em quando quando nos cruzamos pelo mundo. E é sempre um grande prazer encontrá-lo.
* 20 perguntas da Playboy com o Sérgio Mendes;
Mas existe também o Erasmo Carlos sambista, não é? Muita gente considera você e o Jorge Ben os inventores do samba rock.
Não, é o Jorge. Ele é o grande sacador da batida e tudo. Eu sou só um seguidor, e todos os que fazem samba rock são seguidores do Jorge. Quando comecei, ele era meu vizinho lá na Tijuca. Ele era da turma d’Os Cometas, do Rio Comprido, eu era de uma gangue da Tijuca. A gente frequentava a mesma esquina, o mesmo bar. Depois todos começaram a tocar violão, aquela febre do rock’n’roll, samba, bossa nova. A gente fazia serenata de rock e de bossa nova...
* entrevista da revista Trip com Erasmo Carlos;
SUA TURMA ERA TIM MAIA, ROBERTO, ERASMO CARLOS?
Eu também não era da turma deles... A turma deles, o primeiro conjunto, era Tim Maia, Erasmo e Roberto. Chamava Sputniks. Aí houve uma confusão, Roberto se separou e o Tim depois sumiu, foi pros Estados Unidos. Tim tocava desde garoto, foi o primeiro que vi cantando “bop-a-lena, bop-a-lena”, tocando guitarra. Ficamos mais amigos depois, quando voltou e veio pra jovem guarda. Fizemos uma excursão uma vez com a fábrica francesa de tecidos Rhodia. Eu, Rita Lee e Tim Maia. Eram as manequins, e a gente tocava no meio dos desfiles. Uma coisa chiquérrima.
NÃO FICOU NADA GRAVADO DISSO?
Ah, não, não sobrou gravação nem do tempo nosso da tropicália, de Divino, maravilhoso. Dizem que gravavam novela em cima. Mas, falando do Tim Maia... O som dele revolucionou. Ele teve umas fases lúdicas, lindas, específicas... Por exemplo, aquela do livro. Ele seguia e descobriu que não era nada daquilo. Essa foi uma decepção dele. O cara botou a fé dele toda ali e depois descobriu.
DEVE TER SIDO RUIM PRA ELE, MAS RENDEU MÚSICAS MARAVILHOSAS...
Ô, só música maravilhosa. Ele aderiu, cantava com o livro na mão. O síndico, o grande síndico, Deus o tenha. Não vou falar pra você nem pra ninguém, mas eu guardava coisas dele, os amigos sempre guardavam. A qualquer hora você tinha que atender, ele ligava três, quatro horas da manhã. Uma coisa que posso contar pra você: quando gravou o disco com Os Cariocas [em 1997], ele chegou contente, feliz da vida, isso eram quatro da manhã. Aí acordei, já sabiam lá em casa que telefone para mim era dele.
ELE DEVIA SABER QUE VOCÊ TAMBÉM ESTARIA ACORDADO...
[Ri.] Do outro lado ele feliz, “Porra, estou chegando do estúdio agora, gravei com Os Cariocas!”. Mostrava faixa por faixa, ouvi e tinha que dar nota!
NOTA? DE ZERO A DEZ?
[Ri muito.] “O que você acha, porra!?” “Do cacete.” Era demais.
E ROBERTO E ERASMO?
Com eles foi muito pouco, só vivi aquela época da jovem guarda.
MAS VOCÊ FEZ DUAS MÚSICAS COM ERASMO E MOROU COM ELE, NÃO?
Fiquei um pouco com Erasmo no Brooklin, quando fui pra São Paulo me apresentar no Jovem Guarda. Foi a época em que a gente fez “Menina gata Augusta” [1967], que foi legal, [cantarola], “menina gata Augusta, menina Augusta gata”. Ali já fizemos um [hesita] samba rock...
VOCÊS BATIZARAM DE “JOVEM SAMBA”.
É, jovem samba [cantarola], “eu sou da jovem samba/ a minha linha é de bamba” [de “A jovem samba”, 1967].
* entrevista da revista Trip com Jorge Benjor;
O texto abaixo é sobre o Roberto Carlos, mas fala um pouco da época que o Jorge Ben viveu na Tijuca:
Seis anos antes, Roberto Carlos havia chegado ao Rio de Janeiro, vindo de Cachoeiro do Itapemirim (ES), sonhando em ser um cantor famoso. Tentou o rock, a bossa nova e lançou um álbum que tinha também bolero e samba. Foi um fracasso. Esnobado pela panelinha da Zona Sul – Ronaldo Bôscoli o chamava de “João Gilberto dos pobres” –, voltou a conviver com sua primeira turma carioca, da Tijuca. Mais especificamente com um rapaz alto e bonachão, fã de Elvis Presley e de Roberto – tanto que havia mudado seu nome de Erasmo Esteves para Erasmo Carlos.
Uma versão de Erasmo para um hit de Bobby Darin seria o primeiro sucesso de Roberto: Splish Splash, de 1962. A parceria logo rendeu composições originais: vieram Parei na Contramão, É Proibido Fumar e, em 1965, o convite para que eles e Wanderléa apresentassem o programa Jovem Guarda, na TV Record. Em novembro daquele ano, lançaria a música revolucionária que incendiou o Brasil e o transformaria em Rei: Quero que Vá Tudo pro Inferno.
* entrevista da revista Alfa;
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
Curta com astronautas falando do espaço
Curta-metragem com astronautas falando que a viagem ao espaço gerou neles. Eis o que um filósofo pondera sobre isso tudo no filme:
"We've been evolving from the beginning of civilization to a larger larger perspective of life on Earth.
Our next approach is understanding our life in space.
It's the fact of the earth is... a space ship, spaceship earth.
We're in space already. It's just we hadn't brought to our perspective as we live here on earth.
The overview effect is simply the recognition that we live on a planet. And all the implications of life on earth."
traduzindo:
"Estivemos evoluindo desde o início da civilização para uma perspectiva muito maior da vida sobre a Terra.
Nosso próximo passo é entender nossa vida no espaço.
É o fato de a Terra ser... uma espaçonave, a Espaçonave Terra.
Já estamos no espaço. Mas isso ainda não chegou ao nosso entendimento enquanto habitantes do planeta.
Esse entendimento é simplesmente o reconhecimento que vivemos em um planeta. E todas as implicações que a nossa vida gera na Terra."
O curta é desse filme. Peguei aqui.
"We've been evolving from the beginning of civilization to a larger larger perspective of life on Earth.
Our next approach is understanding our life in space.
It's the fact of the earth is... a space ship, spaceship earth.
We're in space already. It's just we hadn't brought to our perspective as we live here on earth.
The overview effect is simply the recognition that we live on a planet. And all the implications of life on earth."
traduzindo:
"Estivemos evoluindo desde o início da civilização para uma perspectiva muito maior da vida sobre a Terra.
Nosso próximo passo é entender nossa vida no espaço.
É o fato de a Terra ser... uma espaçonave, a Espaçonave Terra.
Já estamos no espaço. Mas isso ainda não chegou ao nosso entendimento enquanto habitantes do planeta.
Esse entendimento é simplesmente o reconhecimento que vivemos em um planeta. E todas as implicações que a nossa vida gera na Terra."
O curta é desse filme. Peguei aqui.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Cara Crachá
Navegando pelo ISSUU me deparei com o Cara Crachá, quadrinho auto-biográfico sobre as questões do trabalho do artista Alexandre Jr., onde o próprio é questionado por uma misteriosa sombra. Vi também a Combustão, revista cultural de Viçosa (MG), o Peru Molhado, o "jornal da emancipação de Búzios", Fotoclube Futebol Clube, de Porto Alegre, e vários quadrinhos, inclusive o Tico-Tico, a primeira revista em quadrinhos do Brasil.
[caption id="attachment_939" align="aligncenter" width="614"]
foto de Rangel Paiva, da edição de Super-Heróis da revista do Fotoclube FC.[/caption]
[caption id="attachment_939" align="aligncenter" width="614"]
domingo, 25 de agosto de 2013
Sobre as manifestações das ruas (ou 'A Culpa é do Carro')
Panorama traçado pelo Le Monde Diplomatique (fontes dos dados no link da matéria) sobre as manifestações de rua aponta alguns dados bacanas:
Mas não se pode resumir tudo a isso. Tem outras coisas também.
Mas é com a condição dos transportes que as cidades acabam cobrando a maior dose de sacrifícios por parte de seus moradores. E embora a piora de mobilidade seja geral – isto é, atinge a todos –, é das camadas de rendas mais baixas que ela vai cobrar o maior preço.
O tempo médio das viagens em São Paulo era de 2 horas e 42 minutos em 2007. Para um terço da população, esse tempo é de mais de três horas.
A desoneração dos automóveis somada à ruína do transporte coletivo fizeram dobrar o número de carros nas cidades. Em 2001, havia em doze metrópoles brasileiras 11,5 milhões de automóveis e 4,5 milhões de motos; em 2011, 20,5 milhões e 18,3 milhões, respectivamente. Os congestionamentos em São Paulo, onde circulam diariamente 5,2 milhões de automóveis, chegam a atingir 295 quilômetros das vias.
O governo brasileiro deixou de recolher impostos no valor de R$ 26 bilhões desde o final de 2008 (nesse mesmo período, foram criados 27.753 empregos), e US$ 14 bilhões (quase o mesmo montante dos subsídios) foram enviados ao exterior. Há mais subsídios para a circulação de automóveis (incluindo combustível e outros itens) do que para o transporte coletivo.
A prioridade ao transporte individual é complementada pelas obras de infraestrutura dedicadas à circulação de automóveis. Verdadeiros assaltos aos cofres públicos, os investimentos em viadutos, pontes e túneis, além de ampliação de avenidas, não guardam qualquer ligação com a racionalidade da mobilidade urbana, mas sim com a expansão do mercado imobiliário, além, obviamente, do financiamento de campanhas.
Mas não se pode resumir tudo a isso. Tem outras coisas também.
sábado, 17 de agosto de 2013
Post do Facebook sobre as manifestações
* Um post meu no facebook sobre as manifestações;
Defendendo um pouco a categoria... mas vejo geral batendo na midia nessas manifestacoes, tanto neguinho de esquerda ou de direita. Tanto um lado quanto o outro falam que os jornais, a televisao, os radios tao do lado errado. Beira um pouco a anarquia, como se rede social fosse a unica solucao e nego que tah nas ruas os unicos mocinhos. Como se a midia nao divulgasse os problemas em hospitais, educacao, seguranca, etc.
O negocio eh que as midias socias permitiram outro tipo de manifestacao, mais espontanea. Antes nego "que se envolvia com os assuntos da sociedade" seguia quase necessariamente pelo caminho dos partidos politicos, midia, advocacia, cultura, religiao, etc, pq nao tinha ferramenta pra fazer de outro jeito. Tudo isso (partido politico, midia, etc) vai continuar existindo por aih. O negocio agora vai ser tentar conciliar esses caminhos "antigos e ja pavimentados" com esses novos que ja tao surgindo. Ou criar novos caminhos.
Nao concordo com ataques generalizados a midia (apesar de muitas vezes ela merecer). Mas como dizem por aih, foram os meios de comunicacao (radio, cinema, televisao) que uniram o País, criaram uma unidade nacional. É por isso que, por exemplo, os cariocas e baianos sao um pouco irmaos e tem uma rivalidade menos hostil que brasileiros com argentinos.
Ou vai que a internet veio pra criar um mundo sem países, como cantava o John Lennon, e o planeta será como um. Sei lá se to chovendo no molhado. Sei lá eu. Sei lá mesmo. ?#?meusdoiscentavos?
Isso foi escrito em junho. Agora o alvo passou a ser a Mídia Ninja (e o Fora do Eixo). O alvo na verdade parece ser todo mundo o tempo todo. Parece caça às bruxas e isso não é legal. O que eu não gosto é essa sensação de CORTEM AS CABEÇAS!
Defendendo um pouco a categoria... mas vejo geral batendo na midia nessas manifestacoes, tanto neguinho de esquerda ou de direita. Tanto um lado quanto o outro falam que os jornais, a televisao, os radios tao do lado errado. Beira um pouco a anarquia, como se rede social fosse a unica solucao e nego que tah nas ruas os unicos mocinhos. Como se a midia nao divulgasse os problemas em hospitais, educacao, seguranca, etc.
O negocio eh que as midias socias permitiram outro tipo de manifestacao, mais espontanea. Antes nego "que se envolvia com os assuntos da sociedade" seguia quase necessariamente pelo caminho dos partidos politicos, midia, advocacia, cultura, religiao, etc, pq nao tinha ferramenta pra fazer de outro jeito. Tudo isso (partido politico, midia, etc) vai continuar existindo por aih. O negocio agora vai ser tentar conciliar esses caminhos "antigos e ja pavimentados" com esses novos que ja tao surgindo. Ou criar novos caminhos.
Nao concordo com ataques generalizados a midia (apesar de muitas vezes ela merecer). Mas como dizem por aih, foram os meios de comunicacao (radio, cinema, televisao) que uniram o País, criaram uma unidade nacional. É por isso que, por exemplo, os cariocas e baianos sao um pouco irmaos e tem uma rivalidade menos hostil que brasileiros com argentinos.
Ou vai que a internet veio pra criar um mundo sem países, como cantava o John Lennon, e o planeta será como um. Sei lá se to chovendo no molhado. Sei lá eu. Sei lá mesmo. ?#?meusdoiscentavos?
Isso foi escrito em junho. Agora o alvo passou a ser a Mídia Ninja (e o Fora do Eixo). O alvo na verdade parece ser todo mundo o tempo todo. Parece caça às bruxas e isso não é legal. O que eu não gosto é essa sensação de CORTEM AS CABEÇAS!
domingo, 11 de agosto de 2013
Sobre o financiamento da Midia Ninja
Há um tempo (em 2009) fiz uma matéria para o Jornal do Commercio falando sobre o sistema financeiro do grupo Fora do Eixo. Pelo que entendi da entrevista do Pablo Capilé e do Bruno Torturra no Roda Viva, é o mesmo sistema que banca a atuação da Mídia Ninja nas manifestações que tomaram conta do País a partir de junho. Pelo que vi, cresceu bastante desde então, tanto em movimentação financeira quanto em número de associados. Porém, uma matéria complementar aponta que o sistema funciona melhor em pequenos grupos (e hoje pelo jeito está pelo Brasil todo).

Se quiser ler a matéria, é só clicar aqui.
Se quiser ler a matéria, é só clicar aqui.
sábado, 3 de agosto de 2013
Documentário sobre o movimento Sem Teto em SP
No coração de São Paulo pulsa o maior movimento de luta por moradia da América Latina. Famílias desabrigadas ocupam o edifício Mauá, um dentre muitos ocupados no centro da cidade., O documentário LEVA acompanha a vida de moradores da ocupação e revela a organização de siglas que se unem numa organização para transformar os espaços abandonados em habitáveis. A estruturação do edifício pelos movimentos de luta de moradia irá refletir na reorganização e redescoberta das pessoas como indivíduos através do coletivo.
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