o site Modices tem várias fotos bem fodas do carnaval desse ano, passa lá.
sábado, 27 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Dicas de site para quem tá começando no jornalismo
Nesse post vou apontar alguns sites que volta e meia visito pra tentar aprender alguma coisa sobre jornalismo. Tô falando do site Novo em Folha, do programa de treinamento da Folha de São Paulo e do Amanhã no Globo, dos estagiários do Globo. Tem também o Manual dos Focas, com dicas pra quem está começando, e Dicas de um Fuçador, com análises sobre o jornalismo atual. Curto muito o Economia do Norte Fluminense, que fala só da situação econômica do interior do Estado do Rio.
Às vezes leio também o blog do Guilherme Fiuza, do Noblat, do Nassif, do Tiago Dória e dos colunistas da Folha. Também leio o Tudo em Cima, que é de esquerda, o Óleo do Diabo, do meu primo, o Laudas Críticas, o Faz Caber, com várias dicas de infografia, o Filtro, com resumo das notícias do dia.
A medida que for lembrando, vou postando mais blogs.
Às vezes leio também o blog do Guilherme Fiuza, do Noblat, do Nassif, do Tiago Dória e dos colunistas da Folha. Também leio o Tudo em Cima, que é de esquerda, o Óleo do Diabo, do meu primo, o Laudas Críticas, o Faz Caber, com várias dicas de infografia, o Filtro, com resumo das notícias do dia.
A medida que for lembrando, vou postando mais blogs.
sábado, 6 de março de 2010
falando sobre quadrinhos com scott mccloud
“There are more diverse genres, more diverse creators, more gender-balanced (not as much as they should be, but we’re on our way), they’re more substantial in terms of literate content, they are more adventurous in terms of design, there’s more virtuosity in a variety of styles, there’s more exchange of ideas across national boundaries, there’s more personal work being promoted, there’s increased public perception for a variety of comics for a variety of different applications. Comics are being used for more things, read by more people, and have more of an essential importance to the culture, relevance to the culture, and effect on the culture than they ever have.” (link pro resto da entrevista)
domingo, 28 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
toda gente
E como era farol, a conversa recaiu sobre faróis.
Eduardo interpelou-me de chofre sobre a idéia que eu deles fazia.
- A idéia de toda gente, ora essa!
- Quer dizer, uma idéia falsa. "Toda gente" é um monstro com orelhas d'asno e miolos de macaco, incapaz duma idéia sensata sore o que quer que seja. Tens na cabeça, respeito a farol, uma idéia de rua recebida do vulgo e nunca recunhada na matriz das impressões pessoais.
- trecho retirado do livro Urupês, do Monteiro Lobato
Eduardo interpelou-me de chofre sobre a idéia que eu deles fazia.
- A idéia de toda gente, ora essa!
- Quer dizer, uma idéia falsa. "Toda gente" é um monstro com orelhas d'asno e miolos de macaco, incapaz duma idéia sensata sore o que quer que seja. Tens na cabeça, respeito a farol, uma idéia de rua recebida do vulgo e nunca recunhada na matriz das impressões pessoais.
- trecho retirado do livro Urupês, do Monteiro Lobato
domingo, 31 de janeiro de 2010
Bate-papo UOL Com Monja Coen
Íntegra do Bate-papo UOL Com Monja Coen. Primeira mulher a ocupar a presidência da Federação das Seitas Budistas no Brasil, Monja Coen percorreu caminhos inexplorados e realizou profundas transformações em sua vida para atingir seus objetivos. Inspirada na trajetória dessa pioneira, a terapeuta Neusa C. Steiner conta no romance biográfico "Monja Coen – A Mulher nos Jardins de Buda" as histórias dessa mulher de 60 anos, forte, decidida a seguir seu caminho e a não se assustar, superando as posições frágeis e submissas. Assista ao Bate-papo UOL com Convidados e saiba mais sobre a vida e obra da missionária da tradição Soto Shu – Zen Budismo, com sede no Japão. Monja Coen comenta romance biográfico sobre sua vida e conta como descobriu o budismo.
domingo, 10 de janeiro de 2010
A formação musical de Cartola (ou Cartola: Ano um)
O sambista Cartola é considerado, com razão, como um dos grandes nomes da música popular brasileira. Muitos músicos, pesquisadores e entusiastas apontam a sua origem humilde e seu propalado semi-analfabetismo como forma de enaltecer sua obra musical. Outros estão contentes em dizer simplesmente que Cartola era um gênio. Dessa forma, acabam ignorando toda a trajetória de sua formação musical.
De acordo com o livro, “Cartola, dos Tempos Idos”, da pesquisadora Marília Trindade Barboza, Angenor de Oliveira, o Cartola, esteve em contato com a música e com o samba em suas várias formas desde criança, o que explicaria o talento do sambista.
“O micróbio do samba me foi injetado pelo velho (seu avô, Luís Cipriano Gomes). Eu era muito garoto quando saía com toda a família no Rancho dos Arrepiados. E com minha voz, que era boa, cheguei à ala do Satanás. Saímos eu, papai, que tocava cavaquinho profissionalmente no bando, minha mãe e meus irmãos”, disse Cartola, em 1977, ao jornalista Ronaldo Bôscoli, para a revista Manchete.
Ranchos eram parte da tradição carnavalesca do início do século XX. Essas agremiações eram cortejos descendentes das Folias de Reis, e foram bastante influenciados por festividades negras, como os Cucumbis e Congos, e por tradições musicais populares portuguesas. Nos ranchos, tocavam-se instrumentos de sopro e corda, não havendo instrumentos de percussão.
Foi nessa época, que Cartola começou sozinho a aprender a tocar cavaquinho. Ele aproveitava os momentos que seu pai, Sebastião, saia pra ficar mexendo no instrumento, procurando repetir o que ele e os instrumentistas do Rancho dos Arrepiados faziam.
Quando o avô de Cartola morreu, sua vida mudou radicalmente. Luís Cipriano Gomes era cozinheiro de Nilo Peçanha, o ex-presidente do Brasil, e quem praticamente sustentava a família. Com a morte do patriarca, tiveram todos que se mudar do conforto de Laranjeiras para o morro da Mangueira, que, segundo Cartola, “não devia ter mais de 50 barracos na época”.
No morro, o carpinteiro Sebastião fez Cartola começar a trabalhar, para ajudar com as despesas em casa. Este, arredio que era, não durava muito nos empregos e aproveitava esses períodos de folga para freqüentar as “bocas” da Mangueira, que eram casas onde se faziam as batucadas (danças e jongos para cultuar deuses afro-brasileiros).
Cartola deu o seguinte depoimento para O Globo, em 1972: “Samba duro e batucada é a mesma coisa. A gente fazia isso a qualquer hora, em qualquer dia. Juntavam umas vinte pessoas – homens e mulheres – e a gente começava a cantar. Apenas uma linha ou duas do coro e os versos improvisados. Isso é que é partido alto. Os únicos instrumentos eram o pandeiro, o violão e o prato e a faca (prato de comer e faca de cortar carne; a faca raspa o prato) e no coro as mulheres batiam palmas. Aí um – o que versava – ficava no meio da roda e tirava um outro qualquer. Aí dançando e gingando, mandava a perna. O outro que se virasse para não cair”.
Quando Cartola tinha 18 anos sua mãe, Dona Aída, morreu. Sendo ela que acalmava os ânimos de Sebastião em relação ao filho, o malandro logo foi expulso de casa pelo pai. Quando voltou para casa, Cartola descobriu que o pai havia abandonado a Mangueira, deixando um recado ao filho: “Vou-me embora deste morro, mas deixo aqui um Oliveira para fazer vergonha”.
O sambista então arranjou um barraco próprio e caiu na vida. Depois de alguns meses freqüentando a zona do meretrício, sem se alimentar direito, Cartola logo ficou doente. Dona Deolinda, vizinha de barraco, passou a cuidar dele, quase como uma mãe. Passado pouco tempo, ela se afeiçoou tanto a ele que abandonou o marido pra viver com Cartola.
Ao se recuperar, ele voltou a exercer a profissão de pedreiro, que começara a praticar quando tinha 15 anos. Nas horas de folga trabalhava como compositor e violonista nos bares locais, ao lado do amigo Carlos Cachaça e Gradim.
* continua num próximo post.
De acordo com o livro, “Cartola, dos Tempos Idos”, da pesquisadora Marília Trindade Barboza, Angenor de Oliveira, o Cartola, esteve em contato com a música e com o samba em suas várias formas desde criança, o que explicaria o talento do sambista.
“O micróbio do samba me foi injetado pelo velho (seu avô, Luís Cipriano Gomes). Eu era muito garoto quando saía com toda a família no Rancho dos Arrepiados. E com minha voz, que era boa, cheguei à ala do Satanás. Saímos eu, papai, que tocava cavaquinho profissionalmente no bando, minha mãe e meus irmãos”, disse Cartola, em 1977, ao jornalista Ronaldo Bôscoli, para a revista Manchete.
Ranchos eram parte da tradição carnavalesca do início do século XX. Essas agremiações eram cortejos descendentes das Folias de Reis, e foram bastante influenciados por festividades negras, como os Cucumbis e Congos, e por tradições musicais populares portuguesas. Nos ranchos, tocavam-se instrumentos de sopro e corda, não havendo instrumentos de percussão.
Foi nessa época, que Cartola começou sozinho a aprender a tocar cavaquinho. Ele aproveitava os momentos que seu pai, Sebastião, saia pra ficar mexendo no instrumento, procurando repetir o que ele e os instrumentistas do Rancho dos Arrepiados faziam.
Quando o avô de Cartola morreu, sua vida mudou radicalmente. Luís Cipriano Gomes era cozinheiro de Nilo Peçanha, o ex-presidente do Brasil, e quem praticamente sustentava a família. Com a morte do patriarca, tiveram todos que se mudar do conforto de Laranjeiras para o morro da Mangueira, que, segundo Cartola, “não devia ter mais de 50 barracos na época”.
No morro, o carpinteiro Sebastião fez Cartola começar a trabalhar, para ajudar com as despesas em casa. Este, arredio que era, não durava muito nos empregos e aproveitava esses períodos de folga para freqüentar as “bocas” da Mangueira, que eram casas onde se faziam as batucadas (danças e jongos para cultuar deuses afro-brasileiros).
Cartola deu o seguinte depoimento para O Globo, em 1972: “Samba duro e batucada é a mesma coisa. A gente fazia isso a qualquer hora, em qualquer dia. Juntavam umas vinte pessoas – homens e mulheres – e a gente começava a cantar. Apenas uma linha ou duas do coro e os versos improvisados. Isso é que é partido alto. Os únicos instrumentos eram o pandeiro, o violão e o prato e a faca (prato de comer e faca de cortar carne; a faca raspa o prato) e no coro as mulheres batiam palmas. Aí um – o que versava – ficava no meio da roda e tirava um outro qualquer. Aí dançando e gingando, mandava a perna. O outro que se virasse para não cair”.
Quando Cartola tinha 18 anos sua mãe, Dona Aída, morreu. Sendo ela que acalmava os ânimos de Sebastião em relação ao filho, o malandro logo foi expulso de casa pelo pai. Quando voltou para casa, Cartola descobriu que o pai havia abandonado a Mangueira, deixando um recado ao filho: “Vou-me embora deste morro, mas deixo aqui um Oliveira para fazer vergonha”.
O sambista então arranjou um barraco próprio e caiu na vida. Depois de alguns meses freqüentando a zona do meretrício, sem se alimentar direito, Cartola logo ficou doente. Dona Deolinda, vizinha de barraco, passou a cuidar dele, quase como uma mãe. Passado pouco tempo, ela se afeiçoou tanto a ele que abandonou o marido pra viver com Cartola.
Ao se recuperar, ele voltou a exercer a profissão de pedreiro, que começara a praticar quando tinha 15 anos. Nas horas de folga trabalhava como compositor e violonista nos bares locais, ao lado do amigo Carlos Cachaça e Gradim.
* continua num próximo post.
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